Para a hora do café

Logísticos tomam café

Olá, pessoal

Há dias venho pensando em um assunto sobre o qual eu possa escrever e que seja de interesse do público do Blog. Incrivelmente me parece que o público não é de profissionais de Logística, pelo menos não de profissionais com muitos anos de profissão, na maioria.

Nosso público é formado por estudantes, aspirantes a estudantes ou profissionais que entraram nesse nosso mundo maluco e encantador há pouco tempo, e ainda buscam adaptar-se e buscam informações contantemente.

Foi pensando nessa linha que resolvi escrever um pouco sobre quem são os “logísticos”. Sim, adotei aqui no artigo e estou adotando no blog de maneira geral esse substantivo para me referir aos profissionais da área: LOGÍSTICOS. Assim como édicos, engenheiros, professores entendo que nós também meremos dar um nome a nossa profissão, certo?

E então quem são os Logísticos? Eu firia que são pessoas raras de encontrar. Esse é um profissional capaz de se adaptar às mais duras condições de trabalho. Nós trabalhamos muitas horas e com frequencia abrimos mão de finais de semana e feriados. Também não temos, na maiora dos casos, um horário de trabalho fixo  nosso expediente nem sempre acaba quando saimos da empresa.

O telefone celular e o rádio são hoje indispensáveis para o logístico. Acesso a internet é fonte de vida e um carregador de bateria precisa estar sempre a mão. Não nos desconectamos pois precisamos ser localizados a qualquer hora do dia e da noite.

Já temos algém apavorado do outro lado? Não fiquem, o perfil do logístico é inquieto, curioso, ativo e dinâmico. Por isso no meio não é raro encontrar quem encare todos esses desafios com alegria e sinta-se entediado quando está de férias, por exemplo.

Mas não se enganem. Não venho aqui defender que nossa profissão seja repleta de workaholics e que isso deva ser encarado com normalidade e resignação. Uma das nossas tarefas é melhorar e otimizar processos a fim de que os acionamentos as 2:00 da manhã sejam raros e as viagens de feriados canceladas sejam exceções. É para isso que trabalhamos cada todos os dias. Quanto menos incidentes houverem, melhor foi o trabalho executado.

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Ainda está pensando em tornar-se um logísticos? Então continuemos:

  • Estude outras línguas. O mundo pede isso como requisito básico. Você poderá buscar melhores posições e salários melhores se falar uma ou duas línguas além da nativa.
  • Não deixe de estudar. Estar atualizado é essencial, e não estude apenas os temas ligados à logística, aprenda sobre negociação, economia, gestão de custos, liderança, desenvolvimento de equipes e etc.
  • Mantenha bons relacionamentos. Não raro alguém da sua rede de relacionamentos poderá salvar sua vida profissional em algum aperto. Mantenha os contatos, mantenha as amizades e use-as quando precisar.
  • Trabalhe duro, mas tenha tempo para descansar. Nossa rotina é muito pesada, você deve esforçar-se para deixar um tempo para fazer o que gosta e para descansar. Quando vc menos espera pode ser colocado em uma situação em que precisa das suas forças no modo máximo.
  • Exercite a criatividade. Nós resolvemos problemas e melhoramos processos todos os dias. Ser criativo e ver além do óbvio é essencial. Leia sobre assuntos diversos, ouça as pessoas, tente fugir do óbio, aprenda e aplique técnicas como a do Brain Storm e Design Thinking (falaremos delas nas próximas semanas).

Por fim, meu último conselho: aprecie o café, ele pode ser um aliado!

 

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Para a hora do café

Transportadora Sulista aplica a Logística Colaborativa

Quando nos deparamos na vida profissional com o ambiente de Logística enfrentamos o desafio de lidar com um número muito grande de diferentes empresas, com diferentes culturas e que muitas vezes entendem ter diferentes objetivos. Tentando lidar com o mercado competitivo e vencer esse desavio, as empresas vem buscando cada vez mais manter a sinergia entre as suas operações, tendo como foco o “ganha-ganha”. Nesse cenário o conceito de Logística Colaborativa vem ganhando cada vez mais espaço e é exatamente esse tema que o texto abaixo aborda… boa leitura!

Conhecida por ser uma alternativa para otimizar tempo, dinheiro e recursos (renováveis ou não), a logística colaborativa consiste na parceria entre integrantes da cadeia de logística e suprimentos. São possíveis, inclusive, alianças entre fornecedores de produtos e serviços de setores distintos. Ela parte do princípio de que o supply chain funciona como uma corrente onde cada elo colabora para facilitar o trabalho do elo anterior e do elo posterior, deixando essa corrente mais rápida, mais segura e mais barata. Mais do que uma modalidade, ela é uma postura, já praticada nos Estados Unidos e México com resultados bem positivos. O conselheiro da Associação Brasileira de Logística (Abralog), Marcello Sanaiote, afirma que uma simples mudança de processo no fluxo pode ser entendida como logística colaborativa, desde que envolva dois ou mais participantes da cadeia. Todos os tipos de operações têm oportunidades de mudanças, redução de custos e benefícios ambientais – na prática, os principais objetivos de processos compartilhados. “Geralmente tem-se uma ideia errônea de que os operadores logísticos e transportadores são os únicos responsáveis em desenhar e implantar projetos de logística colaborativa, mas isso se deve a um simples fato: em função do know-how das operações de distintos clientes, torna-se mais fácil enxergar possibilidades de otimização entre suas cadeias”, lembra Sanaiote. Ele ainda garante: “a logística colaborativa não só pode, como deve ser aplicada em quaisquer tipos de operações, inclusive por indústrias e prestadores de serviços logísticos de distintos segmentos. Muitos imaginam que a logística colaborativa seja relacionada a projetos mirabolantes, fruto de parcerias entre grandes empresas multinacionais apresentadas em congressos e conferências. No entanto, ela está também nas coisas simples do dia a dia da cadeia logística. A parceria entre companhias que atuam em segmentos distintos pode trazer resultados surpreendentes. Temos que ter em mente que, muitas vezes, grandes melhorias e reduções podem estar embaixo de nosso nariz e a custo zero”, afirma Sanaiote.

logística colaborativa

A Transportadora Sulista já discutia esse assunto em 2013, quando pouco se falava sobre logística colaborativa. “Vemos que esta modalidade tem mais aceitação no mercado agora, em função das dificuldades enfrentadas com o agravamento da situação econômica do país. As empresas e seus fornecedores estão em busca de alternativas para reduzir custos e maximizar resultados com opções inovadoras para o nosso mercado como, por exemplo, operar de forma mais integrada com outras empresas, podendo ser até concorrentes, em alguns casos. Além de tudo, existe a questão ambiental que está bastante presente”, conta Ronaldo Lemes, gerente geral de operações da Sulista, que hoje atua dessa forma com alguns clientes e tem recebido retornos positivos quando a proposta é feita e entende que o Brasil está melhor preparado para projetos de logística colaborativa. “A crise exige alternativas mais inovadoras. Temos que sair dos ambientes flexíveis, de alto custo, para operar em condições de compartilhamento, otimização de recursos. Precisamos de alguns “cases” de sucesso para aumentar a credibilidade do modelo”, completa.

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(Ronaldo Lemes – gerente geral de operações da Sulista)

Benefícios

A logística colaborativa traz conceitos sustentáveis muito importantes. “Esta condição, quando implementada, traz otimização de recursos, melhor produtividade e, automaticamente menores custos. Temos ainda o ganho ambiental, pois o menor número de equipamentos na operação consome menos combustível e diminui a emissão de CO2 na atmosfera. Outro  benefício é que o trabalho recebe maior foco no planejamento operacional das partes envolvidas criando processos que devem funcionar como uma engrenagem, atendendo corretamente a uma programação estabelecida”, completa Ronaldo. No geral, a logística colaborativa é um processo que demanda muita maturidade entre os diversos elos da cadeia para que possa ser aplicado. Enquanto a maioria dos elos for predador, querer tirar vantagem e explorar o elo anterior e o subsequente, ela não dará certo. “Para nós a ideia segue sendo a mesma: fazer mais, com menos! No nosso caso, em que trabalhamos com o transporte de materiais, o conceito tem como objetivo operar com um melhor aproveitamento dos recursos alocados no transporte”, finaliza Ronaldo.

(VOGG Assessoria de Imprensa)

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“Professor, eu tenho que ler?” – Vamos mudar o verbo quando se trata de leitura…

Sobre a importância de vermos a questão da leitura, em qualquer área, como uma possibilidade e não como obrigação… tenho certeza de que os ganhos serão maiores e a “dor” muito menos…🙂

ESPAÇO DA GENTE

livro

Essa semana quando falava da importância da leitura em sala de aula, fui questionado por um aluno: “Professor, eu tenho que ler? Eu tenho que ler essas obras clássicas, porque eu estudo muito, eu até leio um pouco, mas não são essas leituras profundas que você fala”. Aí eu disse ao aluno que em se tratando de leitura precisamos mudar o verbo. “Você não tem que ler, e ler obras profundas. Mas você pode!” É possibilidade e não obrigação.

Estou fazendo uma disciplina no Doutorado que se intitula “Estudos da Leitura na Análise do Discurso e na História Cultural” e fui apresentado a um livro que adquiri e iniciei a leitura que se chama “Como falar dos livros que não lemos”, do autor francês, professor de literatura francesa e psicanalista Pierre Bayard. Nele o escritor analisa a “não-leitura”.

Perpassam no Brasil, discursos de que o brasileiro não lê. E ainda em…

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Sinal verde para as ciclovias em São Paulo

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Um dos assuntos mais polêmicos recentemente discutido pelas ruas da cidade são as novas ciclovias que vem sendo distribuídas pelas mais importantes avenidas de São Paulo. Como é normal acontecer em assuntos polêmicos, existem os que são contra e existem aqueles que são defensores ferrenhos desse projeto e ambos os lados possuem argumentos, quase sempre, consistentes.

Confesso que até bem pouco tempo atras eu diria que não tinha uma opinião formada sobre esse assunto. Não podia dizer que as ciclovias eram ruins para uma cidade afogada em poluição e à beira de um caos logístico completo. Mas também não concordava  – e ainda não concordo – com a maneira como as ciclovias foram feitas, implantadas, sinalizadas e etc.

A partir dessa dúvida eu comecei a pesquisar a respeito e descobri algumas informações bem interessantes e que muitas vezes passam batidas pelas discussões de botequim. A princípio pedalar por São Paulo não é novidade para parte da população. Já há bastante tempo uma parcela muito corajosa das pessoas optou por usar  a bicicleta como meio de transporte na cidade. Digo corajosa porque se hoje ainda é muito perigoso pedalar por aqui, antes das ciclovias isso era um ato de heroísmo, na minha humilde opinião.

Sim… ponto positivo para as ciclovias: ficou menos mortífero pedalar por Sampa e o que fez algumas outras pessoas menos valentes a arriscarem-se sob duas rodas!

Visitando a página da CET (http://www.cetsp.com.br/) eu li que a meta é terminar 2015 com 400km de “vias cicláveis” em São Paulo… mas gente, estamos em outubro de 2015 e apenas 14,8% dessa meta foi cumprida até o momento. Algo parece meio errado para vocês? Para quem trabalha com logística e preza o planejamento e companhamento dos índices isso é no mínimo assustador. O que reforçou minha crença de que apesar das boas intenções, mais uma vez nossos governantes estão planejando mal e aplicando mal nosso dinheiro.

Ponto negativo… não podemos elevar a condição de herói sustentável um prefeito que promete caviar e nos entrega mortadela. É aquela mesma teoria do “rouba mas faz” alguém se lembra???

Voltando ao fato de que as ciclovias tiram carros das ruas – e efetivamente os tiram da rua mesmo – devemos lembrar que pedalar por 60 minutos rende um gasto calórico de 316kcal enquanto dirigir pelo mesmo tempo rende apenas 160kcal a menos, além disso a bicicleta não gera poluição, nem stress, ou seja, pedalar é bem mais saudável.

Mai um ponto positivo para as magrelas🙂

Ainda citando a página da CET, existe lá um gráfico muito interessante que mostra o uso das bicicletas em grandes cidades do mundo. Vemos aqui que São Paulo está bem atrás das principais metrópoles e talvez esse “advento cicloviário” venha nos ajudar a ganhar espaço nessa estatística

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Eu mesma estive em Berlim há dois anos e usa-se muito bicicleta por lá. Famílias inteiras andam de bicicleta juntas e todas as vias tem sinalização para ciclistas. A diferença lá, assim como em Amsterdã, é que o sistema de transporte público é incomparavelmente melhor o que ajuda muitíssimo na redução de carros na rua e aumenta a segurança para os ciclistas.

Esse é um ponto que eu também levanto quando se fala de ciclovias… não teríamos que ter primeiro um sistema de transporte público minimamente decente? Antes de partir para investimento nas ciclovias? Vamos ficando com ações pela metade e não ganhamos nada de consistente a não ser propaganda política.

Existe mais uma gama enorme de pontos positivos e pontos negativos quando se fala em ciclovias. Mas os pontos negativos estão mais ligados à forma como as ciclovias estão sendo feitas em São Paulo do que no uso das bicicletas como meio de transporte… sendo assim, a conclusão é que ainda que caibam discussões sobre como melhorar essa estrutura e suporta-la com outras tantas ações que estão pendentes na cidade, a implantação dos 70km de ciclovias até o momento é um começo, uma luz no fim do túnel, um aceno de esperança para melhorarmos essa bagunça que é transitar na nossa São Paulo.

Ponto super positivo para as ciclovias!

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O Papel das Lideranças na Motivação das Equipes

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É sabido que a equipe é o espelho da liderança que tem. É comum, portanto, que se transfira toda a responsabilidade pelo sucesso e o insucesso de uma operação para a liderança.

Uma equipe desmotivada e desestruturada reflete diretamente na competitividade da empresa porque em um mercado globalizado onde os serviços e produtos são similares, os custos estão cada vez mais no limite do mínimo e os preços estão muito próximos, são as pessoas que farão a diferença na próxima década. Indivíduos que não estejam alinhados com os valores da empresa e com os objetivos estratégicos da mesma tendem a estar cada vez mais distantes das metas e objetivos estabelecidos e menos produtivos.

Atualmente é grande o apelo pela qualidade de vida e as pessoas estão cada vez mais tendenciosas a priorizar lazer, convivência com a família e prática de esportes, por exemplo, do que dedicação incondicional ao trabalho como acontecia na década de 1980 e 1990. Esse cenário também deve ser levado em conta quando se determina as responsabilidades e ações a serem tomadas no caso de uma queda motivacional na equipe.

Nesse artigo o objetivo maior é discutir a abrangência da influência e responsabilidade do líder no processo de motivação de equipes e dos indivíduos.

No meu ponto de vista é o líder quem toma a frente na motivação das equipes. É ele que precisa, em primeiro lugar, manter-se motivado, seja qual for a situação da empresa. Um líder desmotivado é a receita certa de uma equipe menos produtiva e estagnada.

O líder influencia o grupo, o direciona, mostra as oportunidades, aponta caminhos e acima de tudo dirige o desenvolvimento pessoal e profissional da sua equipe. É por isso que se torna tão fundamental manter a frente uma liderança capaz de conduzir a equipe no sentido determinado pelas estratégias empresariais, ou seja, em nenhum momento, seja ele qual for, a existência de uma liderança robusta pode ser considerada em segundo plano. Ainda que se tenha uma base operacional excelente e tecnicamente capacitada, sem uma liderança forte todo esse potencial será suprimido e nenhum resultado poderá ser alcançado.

O que eu vejo hoje no mundo corporativo são duas vertentes de pensamentos. Uma mais tradicional que tende a separar o profissional do ser humano de uma forma altamente impactante e uma outra mais moderna que considera que o ser humano não pode ser programado como se fosse um computador nem dá resultados iguais ou proporcionais.

Especialmente quando nos viramos para a questão de como o líder é visto dentro das empresas, não é comum que ele não seja visto como um ser humano com limitações, fraquezas e angústias, exigindo do líder uma postura de “super-herói”. Dessa forma a liderança assume uma responsabilidade enorme, que muitas vezes pressupõe a opressão de sentimentos humanos, como raiva e decepção, em prol da manutenção de um modelo motivacional para o time. Na minha vida profissional tenho visto isto acontecer com muita frequência e os resultados e consequências desse tipo de pensamento nunca foram positivos.

Por esse motivo acredito que seja preciso que se tenha em mente que o líder é um ser humano comum e, por mais treinado e capacitado que esteja para separar suas questões emocionais das racionais, nem sempre essa é uma tarefa possível.

O que sempre me levou a refletir sobre a real possibilidade de separar os objetivos organizacionais das necessidades e ansiedades humanas uma vez que são as pessoas, isso já é provado, que fazem com que a empresa continue existindo enquanto instituição lucrativa e competitiva. Eu, sinceramente, não acredito nessa possibilidade. Acredito sim, que até certo ponto o fator humano e pessoal possa ser suprimido em função das responsabilidades profissionais, mas uma supressão total não é viável.

Outra questão extremamente importante ao se tratar da responsabilidade da liderança na motivação do grupo é o fator relacionado a real possibilidade de se motivar o outro. Partindo de que a equipe é feita da mesma matéria do líder, ou seja, são todos seres humanos, e considerando que essa equipe não tem o mesmo nível de preparo que o líder para suportar pressões externas e suprimir reações emocionais, chega-se à conclusão de que a equipe é ainda mais suscetível ao ambiente do que a liderança. Seria, então, o líder mesmo capaz de gerar motivação no grupo, ainda que em condições adversas na organização ou na vida privada do funcionário? Essa é uma pergunta que eu me faço constantemente.

Muito já se discutiu sobre motivação e é quase um consenso o fato de que a motivação é intrínseca, ou seja, está dentro de cada indivíduo não sendo possível gerar motivação no outro. Isso nos leva a outra pergunta: qual então é a responsabilidade da liderança no processo motivacional da sua equipe?

Essa pergunta faz sentido uma vez que também já é sabido que ao longo da história muitos foram os líderes que moveram multidões. Se líderes não são capazes de motivar as pessoas, pode-se perguntar como isso foi possível.

Entendo que o líder seja capaz de influenciar ou inspirar os membros da sua equipe. Isso para o bem ou para o mal, para o certo e também para o errado. Ou seja, a responsabilidade continua sendo imensa. O líder é sim figura importantíssima dentro da corporação e sem dúvida tem uma grande responsabilidade no sucesso não só da empresa como também de cada indivíduo que faz parte da sua equipe. É o líder que dá a direção e, ainda que a equipe seja altamente capacitada e eficiente, se o direcionamento for dado de forma errada nenhum resultado positivo será alcançado no fim da jornada.

Criar motivação não é possível, mas o líder pode gerar nos seus liderados a vontade de ser como ele, através da admiração por seus atos ou pode ser a tal ponto persuasivo e carismático que gere nos liderados uma simpatia capaz de move-los até ondzinhos, não se sintam capazes de chegar.

Essa, acredito, seja a função da liderança. Gerar, através de um relacionamento, que não pode deixar de ser sobretudo humano, a vontade, o desejo, o ímpeto de alcançar um determinado objetivo, fazendo com que isso faça sentido para o grupo e para cada um dos indivíduos.

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A Educação Corporativa: o que é e como surgiu.

crotonvilleVivemos em um país onde o investimento em educação não é prioridade, infelizmente, o que tem como resultado um exercito de profissionais muito pouco qualificados no mercado dificultando em muito a contratação de capital intelectual adequado.

Tenho ouvido muito não só dos profissionais que buscam uma posição, mas também de profissionais da área de Recursos Humanos, que as empresas estão “pedindo demais”. Será mesmo? Ou será que esse é um pensamento comodista. As empresas estão pedindo demais ou os profissionais é que estão oferecendo de menos – não estou levantando aqui questões relativas à oportunidades e condições para desenvolvimento, entendam.

Pensando nisso comecei a estudar um pouco sobre o que as empresas vem fazendo para suprir essa carência de bons profissionais e cheguei à Educação Corporativa há alguns meses. Vamos ter uma série de posts relacionados a esse tema, mas vou começar elucidando as origens desse conceito.

Depois da Segunda Guerra Mundial muitas mudanças ocorreram no mundo de forma geral. Nos Estados Unidos houve um crescimento acelerado da economia e da indústria. Uma das consequências desse alto e rápido crescimento foi a dificuldade de alinhar as necessidades gerenciais das indústrias e o nível de capacitação dos profissionais então disponíveis no  mercado. Já existiam naquele momento as chamadas Business Schools mas, enquanto conceito de escola de comércio, não preenchiam a lacuna existente.

Aqui no Brasil a Educação Corporativa começa a chegar de forma bem tímida na década de 1980 quando segundo alguns autores é possível identificar mudanças no sistema de gestão de pessoas e algumas adequações das organizações ao mercado de trabalho.

Em seu artigo que sobre o panorama da Educação Corporativa no Brasil, Marisa Eboli, afirma que a Educação Corporativa só começou a se desenvolver no país na década de 1990 com cerca de 10 (dez) inciativas passando para uma centena na década seguinte. Ainda assim, esse desenvolvimento foi forçado também por condições econômicas já que nessa mesma década houve um processo histórico de abertura da economia para o mercado externo expondo empresas antes escondidas atrás do protecionismo à concorrência externa.

O mercado mais competitivo e agressivo facilita o surgimento de acordo para desenvolvimento mútuo entre as pessoas, que percebem a necessidade de desenvolvimento profissional, e as empresas, que identificam a necessidade de sobrevivência através de inovação e desenvolvimento organizacional.

Desde então, em virtude das mudanças econômicas ao redor do mundo, as empresas vem adotando estratégias de resistência que englobam conceitos de Educação Corporativa através da valorização do capital intelectual humano e gestão do conhecimento organizacional.

A Educação Corporativa, porém, como ferramenta de estruturação da relação entre organizações e capital humano voltado para o desenvolvimento de ambos, no Brasil, só veio a consolidar-se a partir da década dos anos 2000. Foi nessa mesma década que os casos de Universidades Corporativas começaram a se tornar mais evidentes dentro do cenário brasileiro tornando o assunto mais notório no âmbito privado e acadêmico.

Fontes:

EBOLI, M., FISCHER, A.L. et al (organizadores) EDUCAÇÃO CORPORATIVA: FUNDAMENTOS, EVOLUÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS. São Paulo: Ed Atlas, 2010,.

EBOLI, M. (organizador) EDUCAÇÃO CORPORATIVA: MUITOS OLHARES. São Paulo: Ed Atlas, 2014.

EBOLI, M., HOURNEAUX, F., MANCINI, S. BREVE PANORAMA DA EDUCAÇÃO CORPORATIVA NO BRASIL: APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DA PESQUISA. In: XXIX EnANPAD – Encontro da Associação Nacional dos Programas de PósGraduação em Administração. Brasília: 2005.

EDUCAÇÃO brasileira fica entre 35 piores em ranking global. In: Revista Exame, 2013, disponível em < http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/educacao-brasileira-fica-entre-35-piores-em-ranking-global > Acesso em 18 de jun. 2015.

TERRA, A., BOMFIM, E. A EDUCAÇÃO CORPORATIVA E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O BRASIL. In: Educor Desenvolvimento. Disponível em < http://www.educor.desenvolvimento.gov.br/public/arquivo/arq1229430057.pdf > Acesso em 10 de jun. 2015.

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VAGA: Assistente Operacional de Logística

Assistente Operacional de Logística:

Requisitos: Superior Completo ou em andamento.Inglês Intermediário. Experiência em Logística e rotinas de armazenagem é desejável. Maior de 18 anos.

Horário: Noturno. Das 24:00 as 8:30.

Local: Zona Oeste de São Paulo

Remuneração: R$ 1704,00 + adicional noturno + benefícios

CV para: dgomes@flashglobal.com com assunto “Assistente Operacional de Logística”

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